(Vou) fazer o que o tempo me cobra e o que a paciência não deixa...
(Vou) fazer o que for pra fazer melhor, pra fazer dar certo, pra completar o que falta e saber que isso não será possível...
(Vou) fazer o que o tempo quer e do jeito que ele não quer, pois não me disseram como agradar... não me ensinaram a fazer o que devo fazer e o que não devo... não me ensinaram...
(Vou) fazer o meu melhor, o meu pior e o meu mais ou menos, pra ter a “certeza”, aquela sensação imediata, de que fiz o que pude, mas (vou) deixar de fazer aquilo que me fará ver que não fiz tudo o que devia...
(Vou) fazer...
Não (vou) fazer tudo, pra não ficar sem ter o que fazer depois; mas (vou) fazer muita coisa pra não perder tanto tempo... Ah, (vou) fazer o que ele quer, pra não sair chorando dizendo que fui dura comigo mesma e com quem mais que seja...
Não (vou) fazer pra não me arrepender depois de ter feito e não poder consertar; mas (vou) fazer pra consertar e saber que não devia mesmo ter feito...
Não (vou) mais fazer o que me mandarem; mas também sei que não farei o que quero, se não, deixarei de querer...
(Vou) fazer o que a paciência deixa e o que ela não deixa também... (vou) fazer o que o tempo não deixa e do jeito que ele não quer, só porque ele me cobra... (vou) fazer o que a paciência não deixa e do jeito que ela quer... (vou) fazer o que a paciência não deixa e do jeito que o tempo não quiser...
Ilma Cândido, 2:15 AM.