sábado, 28 de fevereiro de 2009

28 de fevereiro de 2008


Hoje, 28 de fevereiro de 2009: há exatamente um ano, colei grau oficialmente. Uma das melhores sensações que já provei, especialmente por ser o fecho de uma etapa de cinco anos de noites mal durmidas, corridas diárias contra o relógio e uma série de sacrifícios, grandes ou não (mas inúmeros!) que me fizeram crescer e amadurecer.

Nesse dia marcante, não poderia deixar de dizer alguma coisa. Sirvo-me das palavras que consignei na quarta página do meu TCC e que ainda expressam o eterno sentimento de gratidão por este momento da minha vida:


"Àquele que é Poderoso infinitamente para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos… Porque dEle e por Ele, para Ele são todas as coisas! Tudo o que tenho! Tudo o que sou!

Aos instrumentos através dos quais o Senhor me deu a vida: Antônio Confessor Cândido e Ivonete da Silva Confessor Cândido, pedras angulares do meu lar, meus referenciais de integridade, de vida! Minha rocha na terra! Faltam palavras… A Aldrina, irmã-amiga, companheira de todas as horas, apoio integral! Ao amor incondicional! Dependência plena que eu tenho de vocês!!!!

Aos familiares pelo incentivo. Aos amigos da infância, vizinhança, de escola, da igreja, faculdade, do curso de inglês, de quaisquer outros lugares, inclusive, os virtuais, pela força e pelo carinho imenso que inundam cada um dos meus dias.

À Lene, pelo companheirismo e singular amizade ao longo destes 5 anos. Nossos laços são fortes e indestrutíveis!

A cada mestre, parte dessa infinda construção que já dura 18 anos. A cada colega-amigo dos ambientes de estágio (Serviço de Atendimento Judiciário/SAC, Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, Promotoria Regional de Vitória da Conquista, Fórum João Mangabeira, Lessa & Lessa Advogados Associados, Núcleo de Prática Jurídica da UESB). Em especial, à Profª. Ivana, Dra. Janaína, Dr. Marcos, Dra. Guiomar, Dra. Sara pela importante contribuição em meu aprendizado, amizade, carinho e cuidado dispensados a mim.

A Augusto, por acreditar tanto em mim, pela cumplicidade, pela lealdade, pela amizade verdadeira. Você tem uma considerável parcela de responsabilidade naquilo que sou, profissional e pessoalmente. Obrigada!

Ao mestre, colega e amigo Aleksandro, pela confiança tamanha! Acredito que esta expressão revela exatamente o que quero dizer…

Ao meu mestre, amigo e “tio”, Ruy Hermann, um agradecimento especial, pelo profissional ímpar, pela pessoa espetacular… e meu Orientador! Obrigada pela honra de ser sua orientanda, pelos minutos preciosíssimos de sua atenção, pelo cuidado, carinho… Você merece aplausos sempre!

A Deus, muitas vezes mais, pela saúde, por cada oportunidade, por me conceder a bênção de viver! E assim!…"


Um abraço especial aos colegas que eu vejo sempre, àqueles que somente de vez em quando, àqueles que só virtualmente e àqueles cujo contato, naturalmente e infelizmente, já se perdeu. Foi um tempo bom. No mais, sem saudosismos por hoje. Desejo muito sucesso pra gente.

Parabéns pra nós! Um ano de FORMADOS!

That's it!

Ilma Cândido.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

"Green-eyed monster"

O que me leva a escrever sobre o assunto, infelizmente, não é um fato publicável, o que, espero eu, não venha a retirar a transparência do que vou dizer nem deixe de impactar no contexto da proposta.
É que me enoja o sentimento que as pessoas trazem dentro de si e alimentam diariamente, de desejo pelo que não lhes pertence, de frustração por não possuir aquele bem ou aquela qualidade ou aquela característica vista em outrem. É sujo, é repugnante, é, na visão cristã, pecaminoso.

Costuma-se dizer que "a inveja é a arma dos incompetentes". Incompetentes, o mesmo que incapazes, inidôneos, inábeis para verem a vida linda como se lhes deu, para viver a vida como se é possível, e dando o melhor de si mesmo para evoluir sempre.

Sinceramente, me incomoda a atitude invejosa de pessoas que se dizem cristãs, irmãs, sangue do mesmo sangue. É impuro para o corpo, para a alma, para o espírito. É impuro deixar-se dominar tão grandemente por esse desejo maligno. E é incrível como isso pode se manifestar das mais variadas formas.

Ultimamente, tenho observado nitidamente a atuação do maligno, de forma bem sutil e ardilosa (como é do seu feitio) no seio dos núcleos mais importantes de convívio. Ele tem agido com a injeção de sentimentos aparentemente inofensivos, maqueado as situações com elogios, com conversa educada, com atenção superficial. Mas com um ouvido atento e aguçado pela sabedoria e discernimento, dos quais somente podemos nos munir através do Pai, é possível vislumbrar uma triste e doente realidade.

É preciso se encher do que há de melhor do nosso Deus para não darmos lugar às impurezas, ao engano, e ao domínio de uma realidade repleta de frustrações e sentimentos que nos martirizam e àqueles ao nosso redor. Já nos ensina a Palavra de Deus que cada palavra dita e a forma como é dita influencia de modo desvastador. "A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a estultícia (estupidez, burrice)" (Provérbios 15:2). "Uma língua saudável é árvore de vida, mas a perversidade nela quebranta o espírito" (Provérbios 15:4).

O que temos dito? Por quê razão o temos dito? De quê forma temos dito? Um elogio sincero, ou um discurso meramente educado? Um sentimento verdadeiro, ou uma triste frustração que carregamos no peito e a lançamos sobre a face do nosso irmão em forma de falsa alegria?

A inveja é a comida que levamos à nossa boca com as nossas mãos contaminadas. E esse alimento, impuro, só nos causa doença, nos abate, nos corrói por dentro, nos massacra, nos dissemina, nos coloca na condição de vermes.

Que o Senhor nos dê graça o bastante para compreendermos o significado pragmático e real desta reflexão, desativando qualquer dispositivo que desencadeie o que a psicologia denomina de formação reativa, obstando que nasça em nós um “green-eyed monster”.

"A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto". (Provérbios 18:21)

Uma ótima quarta-feira.

Ilma Cândido.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Versos Mudos

Pra falar daquilo que a gente já nasce sabendo fazer, mesmo sem palavras, mesmo sem gestos.

"Versos Mudos"
, de 22 de setembro de 2007...


E se amar tivesse limites, nunca se seria completo. Porque pra ser completo é preciso essa infinitude, essa vastidão, que nos faz perder de nós mesmos…

E se amar tivesse limites, a vida seria finita… a felicidade não se eternizaria… e o mundo seria uma semente sem fruto…

E se amar coubesse aqui dentro… ah, não seria amor… somos tão finitos… exceto pela possibilidade de nos fazermos uns extensão dos outros… buscando essa completude…

E se amar fosse fácil, eu não amaria… e se amar fosse difícil, isso só me faria tentar…

E se amar fosse qualquer coisa, eu seria tentada a ignorar o que é lugar-comum, e fazer disso a razão da minha existência…

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Te amo não é bom dia

Bem...

Por problemas técnicos (e essa é sempre uma justificativa plausível), estou gradativamente deixando o blog antigo e iniciando este. Ainda estou imaginando o trabalho que terei para importar os textos de lá, mas, como toda mudança é um processo, vamos por partes e com paciência (essa dita cuja que tanto me testa...).

Aproveito a oportunidade pra postar um texto de hoje à tarde (Domingo, 22 de fevereiro de 2009), desde já agradecendo a vossa leitura.

Já diz o título de uma comunidade no orkut: “Te amo não é bom dia”. E não é mesmo.

O que me leva a refletir sobre isso hoje é algo que acabei de visualizar num dos mais populares sítios de relacionamentos. É que já cansei de ver perfis de amigos meus atualizados com fotos dos novos namorados ou das novas namoradas, com altas declarações de amor, em todos os idiomas possíveis, com juras de cumplicidade eterna.

O engraçado é que em poucos dias, lá está a demonstração de que aquele namoro já teve fim e que o novo relacionamento (que incrivelmente já está maduro), merece os mesmos tratamentos do anterior.

Sou levada a crer que são eles todos da mesma natureza. Funcionam mais ou menos como escapes ou preenchimento de tempo vazio. São superficiais, simplesmente. Mas as pessoas insistem em considerar cada mero affair um amor eterno. E assim vão vivendo de amores intensos e eternos que sequer duram tempo razoável pra que sejam assim considerados, nem completam, nem edificam em nada a vida. Meros passatempos.

Eu descubro, assim, que as pessoas adoram viver de ilusões.

Volto à frase que dá tema ao texto. Te amo não é bom dia. Isso descobri logo cedo. Declarações dessa intensidade não são para serem ditas sem propósito, sem verdade que dê respaldo ao que se expressa. Te amo é para poucas pessoas, e, entenda, não estou aqui violando o mandamento bíblico de amar ao próximo. Quero dizer que, afinal de contas, você não cutuca a pessoa da frente na fila do banco e diz que a ama, ou entra no ônibus cumprimentando o motorista como um “eu te amo”.

Acredito que as pessoas deveriam medir mais as palavras ditas para não incorrerem em posturas equivocadas, especialmente, ao transmitirem sentimentos às outras. Sinta de verdade, e expresse de verdade isso. Não precisa querer agradar e falar o que as pessoas talvez queiram ouvir. Te amo não é bom dia. Lembre-se disso quando acordar amanhã.

Tenham um bom dia.
Ilma Cândido.