Há 7 anos
sábado, 23 de novembro de 2013
Abastecida de amor?
Mas qual amor?
Amor aos montes por aí? Invisível
Pessoas poucas por aí, raras
Escondidas
Necessário chegar no ponto certo?
Bater na porta certa?
Arrombar a janela certa?
Gritar no ouvido certo?
Rasgar a garganta?
Entender
Perceber
Enxergar o ponto certo
Abrir a porta certa
Deslizar a janela certa para a brisa certa
Ouvir o sussurro certo
Calar a voz certa
Entender
Perceber
E, finalmente, experimentar do amor
Do amor de que não se abastece
Do amor que não tem aos montes por aí
Dos encontros raros
Escondidos
Certos? Errados?
Oportunos
Felizes e confortavelmente inacreditáveis
09/11/2013
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Há um beijo calado, mudo
Há um amor recolhido que cresce
Há um olhar interrompido
Com um não sei que de escondido
Que se desnuda com o cerrar dos olhos
Há um beijo recolhido que emudece
Que faz abrir os olhos pra interromper um não sei que de escondido
Há um não sei que que cresce e não interrompe, nem o beijo, nem o olhar
Que emudece, e se desnuda...
Antes que qualquer coisa interrompa...
(11 de novembro de 2013)
domingo, 27 de outubro de 2013
Chorar com os que choram
Chorar com os que choram
Dia de chorar a nossa dor e a dor do outro
Dia de viver a perda
De sentir doer uma dor que apunhala a nossa esperança
Chorar a nossa dor e chorar a dor do outro
Dia de tristeza
Dia de sentir o quanto a vida é valiosa e o quanto Deus é Senhor de todas as coisas
O quanto somos presenteados com as vidas que temos ao nosso redor
O Senhor que dá o sustento na hora da angústia
Quando chorando a nossa dor e a dor do outro
Dá a força e a coragem para enfrentar a despedida
Deixar ir
Deixar voltar
Uma ida sem volta
Que dilacera o coração de quem fica
Consolo aos nossos corações
Porque temos uma vida com menos vidas agora
Porque quando um se vai, uma parte de nós também se perde
Consolo ao nossos corações
Porque hoje também é dia de sentir o quanto a vida é valiosa e o quanto Deus é Senhor de todas as coisas
O quanto somos presenteados com as vidas que temos ao nosso redor
O Senhor é a nossa força
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Céu rosado
Céu ficando rosado...
Noite de céu rosado...
É sinal que está chegando o rosa que colore o escuro, adocica o meu inverno
A mão que aquece e alivia o inverno
Frio sereno que chega
Chega sem avisar
Porque chega em casa e aí é rei, não precisa se apoquentar
Frio que aquece o calor que irrita
Céu ficando rosado, é sinal de que a bonança e a quietude estão aí
Debaixo dos cobertores que nos acompanham nessa rosa doce vida alívio no inverno.
Quando o céu fica rosado, é sinal de que temos companhia
A companhia do frio que aquece o coração e faz aquecer o pensamento
A companhia que traz o alívio do inverno que quer mandar sem ser rei.
E rei aqui, só o frio, que sereno, chegou sem avisar e adocicou o calor que irritava
De calor aqui, só aquele que o frio traz consigo
Aproximando o céu rosado da bonança e quietude escondidas debaixo dos cobertores
(28/09/2013)
Noite de céu rosado...
É sinal que está chegando o rosa que colore o escuro, adocica o meu inverno
A mão que aquece e alivia o inverno
Frio sereno que chega
Chega sem avisar
Porque chega em casa e aí é rei, não precisa se apoquentar
Frio que aquece o calor que irrita
Céu ficando rosado, é sinal de que a bonança e a quietude estão aí
Debaixo dos cobertores que nos acompanham nessa rosa doce vida alívio no inverno.
Quando o céu fica rosado, é sinal de que temos companhia
A companhia do frio que aquece o coração e faz aquecer o pensamento
A companhia que traz o alívio do inverno que quer mandar sem ser rei.
E rei aqui, só o frio, que sereno, chegou sem avisar e adocicou o calor que irritava
De calor aqui, só aquele que o frio traz consigo
Aproximando o céu rosado da bonança e quietude escondidas debaixo dos cobertores
(28/09/2013)
domingo, 25 de agosto de 2013
Pés e sonhos
Quando a dor passar
Eu escrevo uma poesia
Pra ela
Pra mim
E pra alguém mais
Pra dizer que um dia
Ela fez o meu caminho
Me deu um chão firme
Quando a dor passar,
Bem depois,
Eu digo que passei pelo caminho que ela me deu
E que meus pés estavam firmes no chão
Tão firmes quanto a altura dos meus sonhos
E que meus sonhos ganharam asas e saíram sem destino
Alçaram um vôo sem volta
Não que o chão não mais estivesse ali
Mas porque os pés firmes no chão disseram que cada um podia viver onde quisesse
E os sonhos, que não têm pés, apenas asas invisíveis, sabiam, pela própria natureza, que não regressariam
Mundo feliz esse onde pés têm sonhos e sonhos não têm pés, e ambos voam, cada um a seu modo, firmes e sem destino, caminham e voam...
(25 de agosto de 2013)
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Algum veneno antimonotonia
As palavras que me desnudam pelo avesso
Até a dor pausa para ouvi-las
Folhagem que se desprende
Repousa
E segue a brisa
Lenta e suavemente
Voa pra dentro de mim
Me desprende
Me arrebata
Me desata
Me desalinha
Assim fica fácil dizer adeus
Assim fica fácil dizer adeus pro que é bom, pro que alegra, pro que conforta...
(Agosto/2013)
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Por dentro
Rindo por dentro
De dentro
Pra dentro
Desviando da insanidade
Embebida no doce
Envolta no doce
Por dentro
A liga que colore a vida
A liga invisível da cor que ruboresce
Afaste-se todo o mal
Que agora só há lugar para o bem
A cada dia o seu bem
A cada dia o meu bem
A cada dia o riso que ruboresce
E o riso que disfarça a face
Rindo por dentro
Desviando pra dentro
Por dentro
Onde é que tudo acontece?
Só há lugar para o bem
E para o invisível
Só há lugar dentro
Para o riso
Para o bem
Para a insanidade
Para o bem
Por dentro
(7 de agosto de 2013)
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Nunca diga...
Nunca diga que o amor
acabou...
Nunca diga que o olhar
cessou...
Quando menos esperar, tudo
volta a brilhar como uma luz que jamais se apagou...
Como uma nuvem que jamais se
desfez....
Como uma vida que jamais
faleceu...
Como uma música que jamais
silenciou...
Como uma folha que jamais
secou...
Como uma gota de água que
caiu outra vez pra regar e fazer renascer...
Nunca diga que você não quer
mais...
Nunca diga que não vai mais
tentar...
Nunca diga que já não há
esperança...
Nunca diga que não há mais
quem diga que te ama...
Nunca diga que você não pode
mais, que você já não é mais capaz, que você já vai mudar de vez pra conseguir
superar algo que tenta esquecer...
Se você parar pra pensar vai
ver que nada vai mudar se você não quiser com tudo que há de vontade dentro de
você...
Nunca diga que não suporta
mais...
Nunca diga que não há
solução...
Nunca diga que já não há
sentido em quase nada...
Nunca diga que não volta
atrás...
Nunca diga que está certo,
você não é a melhor pessoa....
Nunca diga que está errado,
você não é pior que ninguém...
Mas reconheça como agiu,
melhore sempre...
Não se julgue tanto, nem aos
outros... você pode estar certo, mas os outros também...
Nunca diga que irá fazer algo
se não quer fazê-lo...
Nunca deixe de fazer algo
mais que o necessário, você fará a diferença...
Nunca espere algo em troca,
sob pena de você perder a fé nas pessoas e na bondade que há nelas...
Dê o melhor de si, mas nunca
se entregue tanto a ponto de se anular...
Nunca deixe de amar ao
próximo como a você mesmo...
Por isso, aprenda a cada dia
amar a você mesmo...
Nunca diga que você não quer
mais...
Nunca diga que não vai mais
tentar...
Nunca diga que já não há
esperança...
Nunca diga que não há mais
quem diga que te ama...
A luz ainda brilha, você foi
quem fechou os olhos e está no escuro...
Haverá sempre uma nuvem pra
nos abençoar com a chuva...
A vida sempre se renova,
mesmo diante de tanta maldade e tristeza...
A música continua a soar,
apenas ouça...
A folha secou, mas é a beleza
do outono...
Cada gota de água alimenta a
esperança de renascer...
Nunca diga que o amor
acabou... ele é alimento da nossa alma.
Nunca diga que não há
perdão... ele alivia o espírito.
Nunca diga que o olhar
cessou... Ele sempre diz mais que palavras...
(1 de dezembro de 2006)
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Laranja inteira
Não falta pedaço em mim
Não há uma cara metade pra mim
Não há metade da laranja
Sem tampa, a minha panela
Pode haver uma fogueira sem brasa
Mas há uma fogueira
Nenem nasce sem chupeta
Romeu e Julieta morreram
Queijo todo dia, goiabada, só de vez em quando
O bom é ser inteiro
Inteiro pro que der
Inteiro pra alguém
Completar não preenche o que fica quando a outra parte vai embora
Completar não preenche o outro
Que seja inteiro pro outro
Que o outro seja inteiro pra ti
(Junho/2013)
domingo, 23 de junho de 2013
A-(DES)-TRA-VA
A trava que travava a minha porta destravou
E a porta, silenciosa, livre do entrave, deslizou sorrateiramente
Serena, tranquila
Essa brisa que invade o que respirava sombria e friamente
Tira o fôlego
E aquece, e resfria
E amorna e amacia, alivia
Afasta o que não serve e o que não servia
E agracia
A trava que travava a minha porta só estava
Nem era esse entrave que entreva
É a treva que entreva e entrava
E faz parecer ser o que só estava
Mas a treva se dissipa, como tudo o que entrava
E o desentrave é inevitável
Porque toda porta tem uma trava
E toda trava destrava
Toda fechadura tem uma chave
E toda chave abre (alguma porta)
Todo céu tem uma ave
'Todo dia tem seu fim' [@ingriddlopes]
E todo fim tem seu dia
Até que um dia, não importa o que destrave, tudo acabe
(23 de junho de 2013)
(23 de junho de 2013)
Ideia sem assento
Com todos os pingos nos ís agudos sem assento
Com todas as vírgulas e reticências devidamente alocadas
Com todas as interrogações
Com todas as pausas
Todas as respirações
Todos os suspiros
Todos os silêncios fantasticamente compreendidos
E docemente respeitados
E graciosamente ditos e interpretados
Com todos os gestos de expressão plenamente revelada e velada
Com as surpresas disfarçadas e não escondidas
Com a dissimulação que enobrece o indissimulável
Com todas as ideias sem assento
Com todos os assentos vazios
Com todos os pingos nos Ís gigantes com acento
Com toda a brevidade
Com toda a demora
Com toda a intensidade
Com toda a hora que não cabe no relógio
Com todas as letras e sem elas todas
Com todos os tremores dos tempos incertos
Há um risco que delineia o imprevisto
Há um risco que aguda
Que acentua os pingos dos ís
E que estranha ou normalmente segue a isca
À(r)-risca o risco imprevisto
(23 de julho de 2013)
A tinta
Sujei as minhas mãos de tinta
Manchei as roupas
Meus dedos desenharam no papel e na tela
E coloriram, sujos de tinta, o monótono da minha visão
Fiquei em silêncio e contemplei
O quão bom é pintar, e sujar as mãos, e colorir o meu papel e a minha tela
Contemplei o quão bom pode ser o silêncio
E esse momento de súbita arte
Contemplei as mãos sujas
As roupas manchadas
O que os dedos desenharam no papel
O que ficou na tela
Suja de tinta, olhei em volta, e vi todas as cores em mim
E o monótono da visão que não era a minha
(23 de junho de 2013)
(23 de junho de 2013)
quinta-feira, 20 de junho de 2013
No outro dia
Cada dia tem o seu bocado
Cada dia tem o seu bom e o seu ruim
Cada dia é longo e é curto
Cada dia depende do dia
Do estado de humor
Cada dia tem o seu bom e o seu ruim
Cada dia é longo e é curto
Cada dia depende do dia
Do estado de humor
De quem te viu
De quem você viu
De quem não existe e ficou de chegar
Num dia você espera
No outro você sabe que nada virá
Num dia você chora
Noutro você procura as lágrimas e até elas já se foram
Num dia você está ali
No outro você nem sabe quem é
Num dia, a dor te mata
Em outro dia, você revive e ela sabe que não é nada
Um dia você morre
No outro, só há o bocado de quem não te viu
De quem existe e não chegou
Do que veio tarde
(19 de junho de 2013)
(19 de junho de 2013)
terça-feira, 18 de junho de 2013
Presença da falta
Presença constante da falta
Falta da presença
Estar não estando
Não estar estando
Ter, não tendo
Não tendo, ter
Doçura estar
Doçura querer estar
Doçura até não estar
Estar sem querer
Querer estar
Ficar tendo ido
Ir sem ficar
Ir e ficar
Ficando sempre
Indo sempre
Estando sempre
Ausência e presença
Uma coisa só
Saudade
Presença da falta
Falta do que merece ser
Presença mesmo ausente
Presente
(18 de junho de 2013)
quinta-feira, 13 de junho de 2013
A conta não bate
Pra não perder a chance,
Vou dizer que não preciso mais daquela saia rodada,
enfeitada de ilusões,
nem de colorir o que naturalmente não tem cor
Vou dizer que o peso da vida disse que ia embora,
e esqueceu de ir,
mas conseguiu deixá-la mais leve,
só porque reconheceu o que era.
E que a cor existe,
mas não é da cor que a gente viu da primeira vez que olhou
Vou dizer que o faz de conta da vida deixa a vida passar sem fazer a conta
E que a conta não bate
Vou dizer que a mistura do branco e do preto pode ter muitas cores felizes
E que não saber é saber
Vou dizer e dizer que vou ali, não sei bem aonde, só pra ver o que tem que ainda não tem.
(13/06/2013)
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Liberdade
Reservas
E numa dessas reviravoltas que a vida dá,
Há o reencontro,
O encontro,
Um novo encontro...
Com o que há de bom cuja existência era ignorada, ou não percebida, ou, simplesmente, reservada.
Reservas do tempo,
Reservas dos dias bons,
Reservas boas dos dias bons.
Reservas da sensibilidade, da percepção velada, da observação discreta, do olhar profundo, das palavras trocadas.
Há um inusitado reencontro com o novo que assim se diz.
Há o novo inusitado.
E há uma verdade feliz que não sabe ainda o que é de verdade.
Há uma pureza encoberta e uma mesma pureza revelada, numa coisa só, de um jeito só, ou de todos possíveis.
Há um frio e um calor que se aquecem e afastam a mornidão indesejada.
Há o branco e o preto em seus devidos lugares.
E há, em tudo, um (re)encontro com o que nem estava perdido, nem estava achado. Simplesmente estava.
E aí reside o tempo, que se desloca para onde quer, trazendo o que vier, para quem quiser.
.5 de junho de 2013.
sábado, 18 de maio de 2013
Perdas e ganhos
Deixar alguém ir é como deixar uma parte de você mesmo ir
embora... Afinal, o que é a vida, senão perder o tempo todo e ainda assim achar
que se está ganhando... À medida que o tempo passa, morremos um pouco, a cada
dia... morremos duas vezes, quase o tempo todo... morremos por nós e pelos
outros, porque perdemos mesmo quando estamos ganhando... mas nem por isso
deixamos de viver mais um pouco, e de sentir a cada instante a oportunidade de
viver, como se a qualquer momento pudéssemos perder tudo... E é exatamente isso
o que acontece. Num pequeno instante, tudo vai embora, tudo muda... Um pequeno
instante, às vezes uma escolha “insignificante”, um gesto impensado, muda toda
uma história.
Afinal, o que é a vida, senão essa história que a gente
pensa que está escrevendo...
Afinal, o que é a vida, senão cada beijo, cada abraço, cada
sorriso, cada beliscão, cada olhar... o que é a vida, diante das pequenas
diferenças, das pequenas incompatibilidades, dos pequenos erros... afinal, o
que é a vida, senão tudo o que somos, o que queremos ou podemos ser, o que
fomos, o que seremos e o que nunca seremos, regado a toda sorte de frustrações,
alegrias, destemperos e alguma sensatez...
13 de dezembro de 2010
1:31 AM
quarta-feira, 15 de maio de 2013
O caos é necessário
E é quando se está no momento mais crítico que as coisas tendem a piorar.
Tudo acontece. Ou não. Se é essa a intenção do acaso ou seja lá o que for (e se é que há propósito de alguma coisa influenciando)...
O que, de fato, se percebe é que as coisas tendem a piorar. E isso é reconfortante, porque quando você vê que pode ficar pior, pode até tentar influenciar na ordem das coisas.
O caos é necessário!
[18/11/2007]
Tudo acontece. Ou não. Se é essa a intenção do acaso ou seja lá o que for (e se é que há propósito de alguma coisa influenciando)...
O que, de fato, se percebe é que as coisas tendem a piorar. E isso é reconfortante, porque quando você vê que pode ficar pior, pode até tentar influenciar na ordem das coisas.
O caos é necessário!
[18/11/2007]
sábado, 11 de maio de 2013
Gone
Sabe... ainda choro pelo que não fomos. Choro pela falsa presença em minha vida. Mas as lágrimas já não são mais tão companheiras. A mais companheira de todas é a lembrança de você, que agora vem, e somente de vez em quando, como quando se morre...
Acreditar que o amor, aquele verdadeiro, jamais acaba. Mas as pessoas morrem, de um jeito ou de outro, dando a falsa impressão de que foi o amor quem morreu. As pessoas cuidam de não cuidar dos sentimentos e fazem-no uma mera lembrança.
Ainda choro pelo que não fomos. Mas as lágrimas, já não são muitas. Muitas delas não dão contam de saltar dos olhos. Mas deixam-os cheios da lembrança do que fomos e do que deixamos de ser. Já não há mais conversas, não há mais telefonemas, sequer um oi. Porque as pessoas cuidam de dar fim à vida de quem não morre. Nós cuidamos de preservar somente aquilo que parece vivo.
Ainda choro por tudo aquilo que deixamos de dizer um ao outro. Pela falta de atitude em alguns momentos. Por não saber enxergar o quão fantástico era o que tínhamos.
Houve um tempo em que eu fazia uma prece por você. Hoje a prece não precisa mais de mim. Agora, basta saber que eu amo você. E que esse amor, de tão forte que é, já não precisa mais de mim, nem de você. Nos transcendeu de tal forma que existe por conta própria. E não adianta tentarmos matá-lo. Isso somente daria a falsa impressão do seu fim. Fica a lembrança do pouco que fomos, as lágrimas já secas pelo que podíamos ser, e o fruto desse amor, gerado durante anos, regado pela fé, pela esperança, pelas orações das primeiras horas da manhã, pelos choros...
Fruto este que desprendo de mim, e lanço ao infinito. Quem sabe corações mais sábios possam provar dele algum dia.
(Em 11/04/2009)
(Em 11/04/2009)
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Olhar pra dentro de si de vez em quando
Se não houver um dia, uma dia só, em que você não pense em você mesmo por alguns instantes, em que você não pare pra olhar pra dentro de você e ver o que está acontecendo em seu próprio íntimo, comece a avaliar o que você tem feito, o que tem enfrentado, o que tem ouvido, como tem agido... Você pode estar por um fio de encontrar-se agindo contra si mesmo, sendo quem você não é ou, no mínimo, consolidando na sua vida expectativas de menos, fazendo por menos, vivendo de menos, sonhando de menos, realizando de menos. É que egoísmo não é só ruim. Disseram isso pra você um dia e você absorveu sem refletir. Veja as coisas boas que ele pode fazer por você... É uma forma de escutar a si mesmo. Quanto às ruins, ah... essas você já sabe... não se esqueça delas também, nem que a única pessoa com a qual você com certeza terá de conviver pelo resto da vida é você mesmo, fazendo por menos ou não, vivendo de menos ou não, sonhando de menos ou não, realizando de menos ou não...
Olhar pra dentro de si de vez em quando.
domingo, 21 de abril de 2013
Di(de)-vagar
Divagar, divagar, devagar, devagar...
Pra o tempo passar rápido
Pra dia e noite serem dia e noite de novo
Pro de novo ser de dia e de noite
Pro novo ser como no divagar
Divagar no tempo devagar
Pra o tempo passar rápido
Pra dia e noite serem dia e noite de novo
Pro de novo ser de dia e de noite
Pro novo ser como no divagar
Divagar no tempo devagar
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